José Miguel Sardica: "A rua contra o “fascismo”

Um dos denominadores comuns da internacional protorrevolucionária que se está a instalar na Europa é o da crise da habitação, que afeta tantos, em Paris ou em Bruxelas, em Madrid, em Lisboa ou no Porto. O problema é claro e o direito à manifestação está constitucionalmente consagrado. Anos de incúria governamental, fechando os olhos à imigração descontrolada e ao nomadismo digital, de desinvestimento na construção de habitação pública e de ziguezagues legislativos no mercado de arrendamento fizeram escassear a oferta de casas, ou aumentar o preço das que estão disponíveis, porque se exponenciou a procura, numa conjuntura difícil, de compressão de rendimentos dos que procuram habitação.

Nas “acampadas” ibéricas, Pedro Sanchéz joga o seu destino eleitoral e Luís Montenegro a sua tranquilidade política. O Presidente do Governo espanhol explora ignominiosamente o “caso Maricarmen” para tentar, em desespero, cooptar o eleitorado que o critica no combate ao “fascismo” que, supostamente, poderá cair sobre a Espanha. O Primeiro-Ministro português, sem eleições à vista, vai navegando entre os dissabores de uma conjuntura económica e social que está a pressionar os de baixo, e que estes politizam, misturando slogans justos com as ladainhas radicais infiltradas, e organizando ações ilegais provocadoras, em busca de vitimização.

Artigo completo disponível na Renascença.