José Miguel Sardica: "Onde está a “força tranquila” da Europa?"

Os resultados das recentes eleições para o Parlamento Europeu podem alimentar tanto perspetivas otimistas como perspetivas pessimistas. Os europeístas respiraram de alívio. Afinal, a maré alta da direita radical desfez-se na praia, invalidando os maus cenários das sondagens. A extrema-esquerda saiu minguada e o “centrão” europeu - o Partido Popular Europeu (PPE), os Socialistas e Democratas (SD) e o Renovar Europa Liberal (RE) - vale mais de 400 eurodeputados em 720 assentos, podendo, portanto, ser barreira dissuasora contra os radicais de direita.

Ursula von der Leyen já espreita o seu segundo mandato, António Costa a liderança do Conselho Europeu, a PM estoniana Kaja Kallas poderá ficar com a cadeira do espanhol Borrell e Roberta Metsola continuará na presidência do PE. É tudo gente boa, que promete congregar forças para um programa “pró-Europeu, pró-Ucrânia e pró-Estado de Direito”.

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