José Miguel Sardica: "O tempo da Igreja"
Durante dezoito dias, o período que mediou entre a morte do Papa Francisco e a eleição do Cardeal Robert Francis Prevost para a cadeira de Pedro, todos os católicos do mundo, e o mundo ele mesmo, na voragem dos media, suspenderam a respiração, colocaram os olhos e os ouvidos em Roma e… esperaram. Ao fim da tarde de 8 de maio, o fumo branco da chaminé da Capela Sistina revelou enfim que estava eleito o 267.º Pontífice da longa história do papado romano. Uma hora volvida, na varanda central da Basílica de São Pedro, Leão XIV passou instantaneamente de desconhecido das multidões a referência humanista, moral e ética global, numa transmutação e transubstanciação que só um Cardeal renascido como Papa pode realizar, seduzindo os 150 mil crentes e curiosos que estavam na Praça de São Pedro, “abraçados” pela Colunata de Berrini, e os biliões que televisionaram o momento.
Aos 69 anos, Robert Prevost é um católico de biografia riquíssima. Nasceu norte-americano, com ascendência franco-italiana pelo lado do pai e espanhola pelo lado da mãe. Viveu vinte anos no Peru, onde se latinizou com dupla nacionalidade. É formado em Matemática, mestre em Teologia e doutor em Direito Canónico. Conhece tão bem Roma e a Cúria como os mundos do mundo.
Artigo completo disponível na Renascença.
Categorias: Faculty of Human Sciences