José Miguel Sardica: "O segundo Vietname americano"
À medida que o mundo se vai tornando mais perigoso, os analistas e historiadores procuram quadros temporais que contextualizem a nossa era. Por estes dias, passaram 20 anos sobre um acontecimento cujos efeitos, muito diversos, se prolongaram no tempo até hoje. Foi na madrugada de 20 de março de 2003 que a administração George W. Bush/Dick Cheney deu início à investida militar destinada a depor o sanguinário regime de Sadam Hussein, no Iraque. E nada ficou como dantes…
O ditador iraquiano tornara-se um pária internacional em 1990, aquando da sua invasão do Kuwait, acabando derrotado na 1.ª Guerra do Golfo, com os EUA de Bush pai à cabeça de uma vasta coligação internacional (com apoio, por exemplo, da Arábia Saudita), mandatada pela ONU para repor a legalidade de fronteiros no Médio Oriente. A Casa Branca resistiu a depor Sadam, para não lançar o Iraque numa guerra civil fratricida entre sunitas e xiitas; e ele lá se manteve, embora comprometido a destruir as suas armas não-convencionais e vigiado pela comunidade internacional. Repetidos incumprimentos levaram Clinton a obter do Congresso, em 1998, a luz verde para uma operação de mudança de regime em Bagdad. Os ataques da Al-Qaeda de setembro de 2001 reforçaram esse desiderato, amplificado na forma de uma luta sem quartel de uns EUA feridos contra o “eixo do mal”. Vencidos (mas não convencidos…) os talibãs afegãos, o alvo seguinte foi o Iraque do contumaz Sadam Hussein.
Artigo completo disponível na Renascença.
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