José Miguel Sardica: "O parlamento apagador"
Circulou nos últimos dias a notícias de que a Assembleia da República recusou acolher e exibir a exposição internacional «Totalitarismos na Europa». Trata-se de uma iniciativa da responsabilidade do «Institute for the Study of Totalitarian Regimes», que dinamiza um conjunto vasto de organizações não-governamentais na recolha de testemunhos e na compilação de estatísticas sobre os totalitarismos alemão e soviético, contando com o apoio do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia. Com inegável qualidade científica e interesse cívico, a mostra foi trazida pelo Instituto +Liberdade (de que não faço parte), tendo sido já exibida em diversas instituições portuguesas (universitárias e não só), e em 19 países dos dois lados do Atlântico.
Num processo que demorou cinco meses, o grupo de trabalho para as atividades culturais da Assembleia, órgão consultivo do presidente da AR, auscultou os partidos: a IL, o PSD e o Chega não se opuseram, mas o PS, o PCP, o BE e o Livre exprimiram reservas ou recusa, o que finalmente convenceu Santos Silva a não avançar, por achar que as discordâncias eram de monta suficiente para o “não” comunicado ao Instituto + Liberdade.
Artigo completo disponível na Rádio Renascença.
Categorias: Faculty of Human Sciences