José Miguel Sardica: "A "IA" e a morte da autoria"
A comunidade académica e a sociedade do conhecimento em geral estão a ser confrontadas com o uso crescente da IA, a inteligência artificial. A robotização do mundo veio para ficar e as inter-relações entre humanos e máquinas já aí estão, por todo o lado. A mais recente novidade - ameaçadora ou prometedora, consoante as perspetivas - dá pelo nome de ChatGPT (de “Generative Pre-Trained Transformer”).
O ChatGPT é um programa de processamento (de autoria) de texto criado pela empresa de desenvolvimento OpenAI (que tem o dedo e o dinheiro de Elon Musk), disponibilizado gratuitamente, com a capacidade de gerar conteúdos sobre qualquer tema, de forma original, como se fossem escritos por um ser humano. A pessoa dita o tema para o computador, orienta-o, porventura, com palavras-chave, e o software produz o texto, redigido instantaneamente sem as delongas reflexivas do pensamento humano, por uma mão invisível no teclado diante de nós.
Artigo completo disponível na Renascença.
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