José Miguel Sardica: "​Francisco no mundo pós-secular"

De que vale a Jornada Mundial da Juventude fazer de Lisboa, durante alguns dias, o centro do mundo? Vale muito, em muitos domínios, embora alguns não o queiram ver.

O Presidente da República endossou-o ao proverbial humor português, e o bispo D. Américo Aguiar encaixou-o com fair play; mas o gesto do artista Bordalo II sobre o altar do Parque Tejo é só a ponta do icebergue. Haverá que lembrar, como já vi, que o dito Bordalo II é um dos artistas mais bem pagos em ajustes diretos feitos com diversos organismos públicos desde há anos, pelo que o seu «Habemos Pasta», em protesto contra “a tour da multinacional italiana” (sic!) é, no mínimo, uma exibição de hipocrisia. Entretanto, pelas ruas de Lisboa, surgem graffitis pedindo aos mais pobres que “não tenham papas na língua” (sic!) na denúncia do muito que está mal na cidade (habitação, transportes, rendimentos, etc.). Até já circula na internet uma versão da oração do Pai Nosso grosseiramente rebatizada «Dinheiro Nosso», e que começa com “Dinheiro nosso que estais no Estado / Esbanjado sejas em nosso nome” (sic!).

Artigo completo disponível na Renascença.