José Miguel Sardica: "De volta à Ucrânia: os factos"

O desafio lançado pela presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, à deputada do PCP Paula Santos, na Assembleia da República – a saber, que os deputados comunistas tivessem a coragem de reproduzir o seu discurso “pacifista” sobre a guerra russo-ucraniana em Kiev – mereceu uma resposta agreste a posteriori. O PCP já revestiu o seu pró-putinismo com diferentes roupagens. No início, o silêncio perante a agressão à Ucrânia; depois, a fábula da “operação especial”; de seguida, com um enfadado António Filipe a declarar “pronto, se querem que eu use a palavra invasão, eu uso-a!”, lá se reconheceu a dita invasão, mas justificada pelo expansionismo agressivo da NATO, dos EUA e da Europa, e por a Ucrânia ser um antro de “nazismo”; finalmente, porque há invasão e guerra, chegaram os beatíficos apelos à “paz”, esquecendo que se a Ucrânia depuser as armas, desaparece, e que só quando a Rússia fizer o mesmo…é que acaba a guerra e poderá haver (alguma) paz.

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