José MIguel Sardica: "Aqui chegados…"

Nos últimos tempos, olhando televisões, lendo jornais e seguindo a atualidade do país, não parecem existir muitas razões para contentamento nacional e, bem ao contrário, abundam motivos de pessimismo. O recente debate sobre o estado da Nação – a versão caseirinha do discurso do estado da União norte-americano – mostrou um parlamento tribalizado entre a autocomplacência governativa e da bancada do PS e todas as oposições, outrora amigas de António Costa ou desde sempre rivais e inimigas. O ministro Adão e Silva fez o inventário do possível – mas o possível são medidas conjunturais.

A “estrutura”, de que o governo tanto gosta pelas suas costas largas, lá permanece, inamovível e estranguladora. Do debate parlamentar pouco ficou do que dantes se chamava projeto, visão, desígnio ou impulso. Talvez Montenegro venha a obrigar Costa a mexer-se; por ora, “no pasa nada”. E, entretanto, a atenção mediática reconcentrou-se apenas nos ralhetes de democrata ofendido de Santos Silva ao truculento Ventura, que só servem aos próprios, ajudando à vitimização do Chega! e à putativa presidencialização de um dos notáveis do socratismo.

Artigo completo disponível na Renascença.