José Miguel Sardica: "«9/11»: o nascimento do século XXI"
Os norte-americanos chamam-lhe «9/11». Noutros países é o «11 de setembro». Foi em 2001, há 25 anos, numa luminosa manhã de céu azul, cruzado pelos quatro aviões sequestrados pelos comandos terroristas da Al-Qaeda e dirigidos às duas torres gémeas, em Nova Iorque, ao Pentágono e – especula-se em relação ao quarto avião, despenhado na Pensilvânia – ao Congresso ou à Casa Branca, em Washington.
A horrenda espetacularidade do atentado assinalou o nascimento do nosso século XXI, porque o impacto daquela insanidade bárbara não se fez sentir apenas nos EUA (cujo território não era atacado por um inimigo externo desde o bombardeamento japonês de Pearl Harbour em 1941), mas, em catadupa, por todo o mundo. Ao nível da ordem e das relações internacionais, o fim da Guerra Fria, em 1989-91, fora um ponto de viragem, positivo quanto à promoção da liberdade e da democracia. Triunfante sobre a URSS, a «pax americana» (e europeia, embalada pelo otimismo conducente a Maastricht) venceu logo depois a Guerra do Golfo. De uma assentada, o comunismo e o islamismo pareceram derrotados ou aquietados, o que suscitou leituras demasiado teleológicas de que a História chegara ao seu fim.
Artigo completo disponível na Renascença.
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