José Matias Alves: "Em tempo de manifestos: construir localmente comunidades inteligentes de aprendizagem"

O presente artigo explora a necessidade e os caminhos para a construção local de comunidades inteligentes de aprendizagem. Parte-se da premissa de que os modelos centralizados e burocráticos de educação requerem uma transformação sistémica, em que as comunidades escolares se tornem ecossistemas colaborativos, adaptativos e orientados para aprendizagens profundas e duradouras, num registo muito diferente do que se anuncia com a reforma das estruturas centrais de governo da educação.

Vivemos um período marcado por múltiplos “manifestos” e declarações de intenções no campo educativo — desde pactos educativos até propostas de descentralização e desconcentração, cenários de inovação com débil capacidade de mobilização dos atores. Se há algo que estas declarações têm em comum é a chamada à reconstrução de práticas e estruturas educativas que respondam às exigências do século XXI.

Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do Público de 30 de janeiro de 2026.