José Luís Ramos Pinheiro: "Guerra: há posições que não mudam"

“As famílias, os grupos, os Estados, a própria Comunidade internacional, necessitam de abrir-se ao perdão para restaurar os laços interrompidos, superar situações estéreis de mútua condenação, vencer a tentação de excluir os outros, negando-lhes a possibilidade de apelo.

A capacidade de perdão está na base de cada projeto de uma sociedade futura mais justa e solidária.

Pelo contrário, a falta de perdão, especialmente quando alimenta o prolongamento de conflitos, impõe custos enormes ao desenvolvimento dos povos: os recursos são destinados à corrida aos armamentos, às despesas de guerra, às consequências das represálias económicas. Deste modo, acabam por faltar os recursos financeiros necessários para gerar desenvolvimento, paz e justiça.

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