José Azeredo Lopes: "De Azov a Azot"

Lá vamos nós a caminho dos quatro meses de guerra, concentrados no Donbass, e ali quase só estamos interessados no destino de Severodonetsk, região onde, já em 2014 ocorreram combates significativos quando da primeira agressão russa. Aliás, há oito anos, esses combates foram tão importantes que, certamente, se contam entre os revezes que impediram a Rússia (ou, se quisermos fingir, os separatistas da República Popular de Luhansk) de ocupar todo o Donbass

Já quase todos sabem: caindo aquela cidade, fica a faltar Lisischank. E, caindo esta, todo o oblast de Luhansk estará nas mãos do invasor.

Não deve dar-se já tudo por adquirido, mas seria quase obsceno vir aqui dizer que Severodonetsk não caiu nem vai cair. Infelizmente, de facto já caiu, e os russos destruíram todas as três pontes que, ligando aquela cidade a Lisischank (um pouco como o Porto a Gaia), funcionavam como artérias de vida que pulsavam e permitiam mobilidade às forças ucranianas.

Artigo completo disponível na CNN.