Jorge Pereira da Silva: "As “ações afirmativas” passaram à história?"

Depois de ter revogado a emblemática decisão Roe versus Wade, o Supremo Tribunal Federal declarou agora a inconstitucionalidade das políticas de acesso à universidade em que alguns candidatos são favorecidos com base na sua raça, mais conhecidas por ações afirmativas. O objetivo da criação destes programas, que contam já com várias décadas de aplicação, foi o de gerar diversidade, num contexto social em que algumas minorias étnicas estavam claramente subrepresentadas nos campi universitários e, em consequência, nas profissões que exigem graus académicos.

As vozes de indignação não se fizeram esperar, alegando que a decisão significa um retrocesso social sem precedentes. Joe Biden e os Democratas tomaram a decisão do Supremo como uma derrota política, que será necessário contornar.

Artigo completo disponível no Jornal Económico.