João Pinto: "O paradoxo da eficiência"

Ao moderar uma mesa-redonda no Happiness Camp sobre o impacto da inteligência artificial no futuro do trabalho, uma das perguntas que coloquei aos participantes foi deliberadamente desconfortável: quando um conselho de administração exige ganhos de eficiência e a inteligência artificial promete entregá-los, o que acontece à liderança centrada nas pessoas?

A pergunta traduz uma tensão que começa a atravessar muitas organizações.

A inteligência artificial oferece uma oportunidade única para aumentar a produtividade. Automatiza tarefas, reduz tempos de execução, processa informação e permite fazer mais com menos recursos. E, num contexto de pressão sobre margens, escassez de talento e crescente competição internacional, seria difícil pedir aos gestores que ignorassem estas possibilidades.

Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do jornal de Negócios de 29 de setembro de 2026.