João Pinto: "COP29: avanços, mas com um amargo de boca"

A COP29, realizada em Baku, Azerbaijão, entre 11 e 22 de novembro, surgiu como uma oportunidade histórica para corrigir uma das principais lacunas deixadas pela COP28: a ausênciade um plano claro e sustentável para financiar a transição climática global. Sob a liderança de Mukhtar Babayev, a conferência teve como prioridade centra] o estabelecimento de um novo paradigma financeiro, por meio do New Collective Quantified Goal (NCQG), para apoiar os países em desenvolvimento a enfrentarem as mudanças climáticas.

A COP28 foi marcada pela incapacidade dos países desenvolvidos de se comprometerem firmemente como financiamento climático, essencial para apoiar os países mais vulneráveis no cumprimento dos seus objetivos de mitigação e adaptação. Apesar do compromisso anual de 100 mil milhões de dólares, estabelecido até 2025, este valor foi alcançado apenas uma vez desde 2020. A ONU estima que, até 2030, os países em desenvolvimento precisarão de pelo menos 6 biliões de dólares para atingir metas climáticas adequadas.

Nota: Pode ler este conteúdo na íntegra na edição impressa do jornal de Negócios de 26 de novembro de 2024.