João Confraria: "Decidir ou ainda não"

O novo aeroporto de Lisboa arrisca-se a ser o Bei de Tunes de quem nestes dias tem uma prosa para fazer. À falta de melhor assunto, o coitado do aeroporto leva uma “tunda desesperada” sem ter sido visto. É testar a paciência do leitor, mas vou insistir num tema: porque é que já temos três decisões de localização do novo aeroporto – Ota, Alcochete e Montijo – e vamos a caminho da quarta? Isto, só nos últimos 25 anos. Que não se diga que não há capacidade de decisão. Mas tem de haver qualquer coisa que falta porque, por três vezes, até agora, se voltou atrás depois de uma decisão tomada. Nenhuma das anteriores decisões era boa? Mas, nesse caso, como é que o decisor foi induzido a tomar uma má decisão? Uma delas era boa? Qual? E então porque é que não se manteve?

Vale a pena parar e pensar, não na decisão, mas no processo que utilizamos para decidir. Se necessário, voltar atrás pode ser boa ideia. Imagine-se que D. Sebastião tinha tido pachorra para isso. Tudo seria diferente.

Artigo completo disponível no Observador.