João César das Neves: "Um país à beira de um ataque de nervos"

Os membros do Governo caem uns a seguir aos outros, com os jornais empenhados num permanente jogo de “tiro ao secretário de Estado”. Pior, parece evidente que muitas das denúncias vieram, não da oposição, mas do próprio partido do poder. Por outro lado, a contestação social aumenta de dia para dia, com greves, manifestações e ameaças incendiárias. Que se pode fazer? Como recuperar a confiança e a estabilidade? Esta questão inclui evidentemente problemas de liderança, que interessa analisar nesta publicação.

A primeira observação é que a maioria absoluta foi conseguida a 30 de janeiro de 2022, exatamente 25 dias antes de a Rússia invadir a Ucrânia. Na data das eleições estávamos a recuperar bem de uma gigantesca crise; um mês depois estávamos a entrar numa nova crise. Greves, manifestações e ameaças incendiárias são normais num clima de inflação criado por um choque de energia, que empobreceu todo o país. Todos os outros países do mundo estão a sofrer tumultos do mesmo tipo, que ainda podem vir a ficar bastante pior. Este não é um problema de liderança; é um percalço do caminho. Pode-se chamar um terrível percalço do caminho, mas não passa de um acidente.

Artigo completo disponível na Link To Leaders.