João César das Neves: "Liderança artificial"
Aquilo que existe, até agora, são apenas arremedos, prolegómenos a algo que só as gerações futuras conhecerão em pleno. Mesmo assim, vamos ter de nos adaptar, algo especialmente difícil precisamente por não vivermos ainda aí em pleno. Para os líderes, essa espinhosa adaptação exige alguns princípios fundamentais.
O primeiro é que os chefes não se podem dar ao luxo de fazer aquilo que ocupa quase todos os outros. Nesta alvorada da robótica dominam quatro atividades principais. A maioria brinca com os algoritmos, procurando saber até onde conseguem ir. Em seguida surgem os eufóricos, que os querem usar em tudo, exaltando as maravilhas que a tecnologia nos dará. Há também os que estão em pânico com as desgraças potenciais sobre a humanidade (incluindo alguns dos melhores especialistas). Finalmente, começam a aparecer muitos a usar os métodos para roubar, enganar e ludibriar. Só que, por fascinantes que estas atividades sejam, no fundo são todas ociosas ou negativas. Para o dirigente, a inteligência artificial interessa apenas na medida em que possa ser usada produtivamente no governo da instituição.
Artigo completo disponível na Link To Leaders.
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