João Borges de Assunção: "Uma recessão mundial"

O problema essencial é o de tentar coordenar o tipo de obrigações contratuais que terão de ser suspensas no período da pandemia. E em simultâneo garantir que o provimento de bens e serviços essenciais, e os pagamentos a ele associados, continuam a fluir de forma normal.

A pandemia do coronavírus criou uma disrupção económica e social à escala mundial. E já é óbvio que estamos numa recessão mundial e na maioria das economias do mundo. 

Confio na Direção Geral de Saúde (DGS) e na Organização Mundial de Saúde (WHO) para nos darem o melhor conselho e aos líderes dos Estados sobre o que devemos fazer em termos individuais e coletivos.

Os médicos e enfermeiros são, na nossa sociedade, quem tem maior experiência para lidar com situações de emergência horas e dias a fio. Uma competência pessoal que a maioria dos demais não possuímos.

Para os governos, bancos centrais, empresas, instituições, famílias e pessoas individuais a desorientação é normal e compreensível. Não vale a pena acrimónias e irritações.

O meu ponto de partida para refletir sobre a nossa situação atual é de que se trata de uma catástrofe natural: como um terramoto, umas cheias ou um grande incêndio. Estas outras catástrofes, porém, são relativamente rápidas e limitadas no tempo.

Uma catástrofe natural "normal" é diferente em duas dimensões importantes: é localizada numa região relativamente pequena e abate-se sobre a população de uma forma relativamente rápida.

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