João Borges de Assunção: "O fim das crises"
Os fins das crises são momentos de merecida celebração e mesmo excessos. Temos de ser compreensivos com os cidadãos e os vários níveis de poder que se entretêm em festas e eventos. Vale a pena celebrar as efemérides positivas, mas também o fim das coisas más. Contudo, muitas tragédias desnecessárias ocorrem nas viagens do final das festas.
Há um lado cíclico em todas as crises. Pelo menos naquelas que não destroem as sociedades e os Estados.
A celebração do fim das crises pela sociedade é saudável e ajuda a fazer a catarse dos anos de pedra. As crises na sociedade são sempre assimétricas, pelo que haverá sempre alguns oportunistas que beneficiam com elas. Algumas das maiores empresas mundiais são o fruto de grandes crises.
As sociedades estão esgotadas, mas potencialmente otimistas. E os líderes que estiverem no poder nessa altura terão um terreno invulgarmente aberto para tentar implementar as suas ideias. É por isso crucial que esses líderes circunstanciais tenham um sentido de bem comum e as ideias certas. Isso é verdade a nível dos países, mas também é verdade a nível de empresas e instituições. Há uma oportunidade para refazer regras e rotinas.
A aversão à mudança é em geral menor porque a maioria quer deixar a memória da crise para trás e participar no esforço de reconstrução.
Como o sistema de controlo institucional está também fragilizado há uma maior tendência para mudanças revolucionárias e transformadoras aproveitando o poder acrescido de quem está sentado na cadeira do poder. E como há uma sede de ação e reconstrução, há um apoio acrítico das novas iniciativas.
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