Isabel Viegas: "Flexibilidade é só para alguns?"
Há poucos dias, numa reunião com vários líderes, alguns afirmavam que não tinham implementado medidas de flexibilidade. Pelo contrário, deram orientações para que todas as equipas voltassem à empresa diariamente, por uma questão de igualdade: se o chão de fábrica não pode ter flexibilidade, ninguém a deve ter.
Será que esta posição é sustentável, apesar de ter, naturalmente, algum mérito? A realidade é muito mais complexa do que esta abordagem sugere (ou é para todos ou não é para ninguém) e exige alguma reflexão.
Para tentar responder a esta questão, é necessário termos em conta vários aspetos, dos quais destaco os seguintes:
- Assegurar um sentimento de respeito e justiça
A liderança caminha hoje para soluções customizadas às diversas equipas, à natureza do seu trabalho e às expetativas individuais, sob pena de ser ultrapassada e começar a ter fortes problemas de atração e retenção dos melhores.
Mas então, como podemos dar sinais claros às nossas equipas que nos preocupamos com todos, quer estejam em funções de suporte, quer a garantir a operação nas unidades fabris ou operacionais?
O tema principal não é se tenho as mesmas políticas para todos, mas sim como assegurar um sentimento de que se é tratado com respeito. É esta a questão principal. Os colaboradores sabem que a natureza do trabalho é diferente de função para função, o que não entendem é a falta de atenção ao esforço e contributo de cada coletivo e a adequação às necessidades de cada unidade.
Nota: Artigo completo disponível na Link to Leaders.
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