Inflação agrava risco de abandono escolar no ensino superior
A primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público teve um desfecho considerado bastante positivo, uma vez que se registou o segundo maior número de candidatos que conseguiram colocação em 33 anos: quase 50 mil estudantes foram colocados. Para a segunda fase estão abertas 5284 vagas.
Dados positivos num contexto de crise económica. A inflação em Portugal ronda os 9% e o seu impacto reflecte-se num aumento do custo de vida para as famílias portuguesas e numa maior pressão sobre as suas poupanças. Perante este cenário pouco animador, e que se poderá prolongar no tempo, torna-se mais difícil suportar os custos associados à matrícula de um filho ou filhos numa instituição do ensino superior. A actual situação económica que Portugal atravessa é um obstáculo acrescido para os estudantes que entram ou que estão a prosseguir os seus estudos no ensino superior e agrava o risco de abandono escolar.
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As crises económicas não têm. de facto, afectado a admissão de alunos nas instituições privadas. como também salienta ao NOVO a Universidade Católica Portuguesa "A UCP não verifica diminuição de candidatos e admitidos aos seus cursos em anos de crise", vinca. acrescentando que os "estudantes com mérito e sem condições financeira.s para pagamento das propinas podem ter acesso a apoio social" Em 2021. a Universidade Católica Portuguesa "atribuiu 5 379 498 euros em bolsas de mérito e de apoio social". Face ao contexto económico actual. a missão da Universidade Católica "centra-se no desenvolvimento de uma formação de excelência que possa continuar a capacítar os jovens para um futuro de maior oportunidade e crescimento". A propina média anual na instituição é de cerca de 5 mil euros.
Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do Semanário Novo de 17 de setembro de 2022.
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