Inês Teixeira-Botelho & Patrícia Dias: "Be smart. Do smarketing"
Hoje em dia, os consumidores são cada vez mais exigentes. Basta um clique para se informarem sobre uma marca ou produto. Consultam reviews de outros antes de comprarem necessidades presentes ou anteciparem necessidades futuras; no Investigar, onde se faz benchmarking para se identificar melhores práticas, tendências, convenções e, ou aspetos legais, com o fim de se aprender com as experiências de outros players e antecipar obstáculos mas também para contextualizar, de uma forma realista e estratégica, métricas, objetivos, bem como interpretar resultados; no Implementar, onde se materializam os insights obtidos com o research, e se desenvolve a solução em termos de tecnologia, UX e UI alinhada com os objetivos definidos e a estratégia da marca; na Incubação, onde se apresenta uma primeira versão da solução ou um MVP, num ambiente restrito ou não, e se monitoriza e testa para se recolher insights; no Incrementar, que é um melhorar a solução e acrescentar valor; no Intensificar, que é onde se trabalham para um ciclo de vida de sucesso , não nos podemos esquecer que 70% das apps nas stores não tiveram um único download e que 25% delas foram apenas abertas e usadas uma vez e, por isso, a recorrência é uma questão fundamental!; e na Imersão, onde as soluções mobile se tornam parte de uma experiência phygital, ou seja de uma realidade e modo de vida que combina, de forma imersiva, o offline e o online.
Pensar e ser smarketing é mais do que apenas desenvolver uma app móvel dirigida aos consumidores. Pensar e ser smarketing é adoptar uma estratégia em constante evolução que implica a humanização das marcas e lhes dá, por isso, a capacidade de, unindo a empatia e um conhecimento profundo do consumidor, acrescentar valor respondendo a uma pain atual ou antecipando uma necessidade futura.
Consumidores, comparam preços, e também gostam de partilhar as suas experiências online. Fazem isto tudo, mas não têm tempo, andam sempre apressados. Por isso, detestam publicidade intrusiva, não suportam interrupções não solicitadas e desinteressantes. Gostam, isso sim, de marcas com as quais se identificam, que defendam valores e causas que partilham. E querem ofertas à medida e uma comunicação personalizada e oportuna. Estes consumidores são smart, e andam todos com um smartphone no bolso.
Para compreender profundamente estes consumidores, e conseguir construir e alimentar relações duradouras com eles, os profissionais de comunicação e-ending process onde se aplica o know-how obtido para constantemente pensar em estratégias e técnicas para criar recorrência no uso e que é fundamental marketing têm de partilhar este mindset e de desenvolver estratégias smarketing.
Praticar o smarketing é colocar a compreensão profunda do consumidor no centro da estratégia da marca, e recorrer ao smartphone como o principal mediador desta relação. Há muitas marcas portuguesas a praticar smarketing e, a partir do estudo de casos de sucesso, sistematizámos um roadmap para ajudar outras tantas a desenvolver as suas próprias apps e estratégias mobile. O que têm em comum branded apps tão diversificadas como o Supermercado do El Corte Inglés, a ePark da EMEL, a City Points, da Câmara Municipal de Cascais, a Regaleira 4.0, o MB WAY, a My CUF, a Mobiag, o Observador e a edponline? O seu desenvolvimento seguiu uma lógica de ongoing-process que pode ser estruturado em sete princípios ou momentos-chave que não se percorrem obrigatoriamente de modo linear.
Estes 7 Is do smarketing traduzem-se na Ideação, que implica um conhecimento profundo do consumidor e que, por isso, permite identificar necessidades. Praticar o smarketing é colocar a compreensão profunda do consumidor no centro da estratégia da marca, e recorrer ao smartphone como o principal mediador desta relação.
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