IA: "O trabalho não é uma coisa obsoleta para o ser humano, é uma forma de dignidade"

A Universidade Católica, em Lisboa, está a acolher um encontro que discute formas de transformar a Europa num só campus universitário, como espaço de inovação tecnológica e partilha de conhecimento.

O objetivo deste encontro, que se realiza no âmbito do denominado “Transform4Europe Week Lisbon 2026”, é fortalecer o conceito de uma universidade europeia sem muros, especialmente numa altura em que a Europa atravessa diversos desafios, sendo a Inteligência Artificial (IA), um deles.

A reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, lembrou o Papa Leão XIV quando falou do desenvolvimento tecnológico ao serviço de interesses económicos estratégicos.

Para a reitora da instituição, devem ser reconhecidos os benefícios das novas tecnologias, desde que não coloquem em causa questões de ética.

“É útil, na medida em que houver aquilo a que podemos chamar uma adoção ética. Significa olhar para a IA como um instrumento que facilita a operação humana e não como um instrumento que substitui aquilo que é o desenho, ou o modelo de organização do Governo e de dignificação das pessoas através do trabalho. Não nos podemos esquecer que o trabalho não é uma coisa obsoleta para o ser humano, é uma forma de dignidade”, aponta à Renascença.

Artigo completo disponível na Renascença.

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