Francisca Guedes de Oliveira: "Talento"
Um dos temas que está cada vez mais na agenda política é a nossa capacidade para produzir, reter e atrair talento. Necessitamos de jovens, altamente qualificados, com um conjunto de competências cruciais para o aumento da produtividade e competitividade da nossa economia e que possam provocar uma mudança profunda na nossa estrutura produtiva.
As políticas públicas para a produção de talento têm funcionado com um significativo sucesso. As nossas universidades e politécnicos formam quadros, sobretudo nas áreas das tecnologias, reconhecidamente de primeira qualidade. Estas políticas devem continuar e o investimento no ensino superior deve ser reforçado.
Já na retenção de talento, sobretudo de talento jovem, temos ainda um caminho a percorrer. A importância desta retenção e o impacto que pode ter justifica-se em várias vertentes:
(i) Uma parte substancial deste talento é produzido em universidades e institutos públicos cujas propinas não cobrem, evidentemente, o custo por aluno. Este investimento deve, portanto, dar retorno para a economia.
Se estes jovens ficarem a trabalhar em Portugal (ou voltarem depois de ganharem experiência internacional), enriquecem o nosso tecido produtivo, contribuem para o erário público pagando impostos e densificam a faixa da população ativa qualificada, contribuindo para a sustentabilidade da segurança social.
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