Francisca Guedes de Oliveira: "E a indústria?"

Um dos fatores de competitividade de um país é a capacidade de produzir bens transacionáveis de elevado valor acrescentado. A incorporação de tecnologia, inovação e talento nestes bens é o que permite a alguns países, como a Alemanha, com a indústria automóvel (por exemplo), terem uma economia altamente competitiva.

Esta evidência levaria a concluir que se queremos definir políticas públicas de estímulo ao aumento da competitividade e ao crescimento sustentado das exportações de elevado valor acrescentado, deveríamos ter uma clara política industrial.

O XXII Governo Constitucional, tal como o XXI, tem um Ministério da Agricultura,  uma secretaria de Estado (SE) do Turismo, uma SE do Comércio e Defesa do Consumidor, mas não tem nenhum Ministério nem SE da Indústria.

A transição digital, também consagrada em SE, é algo de transversal e fundamental para todos os setores de atividade, mas não é, evidentemente, um substituto da indústria. Aliás, é preciso recuar mais de dez anos para encontrarmos um secretário de Estado Adjunto, da Indústria e Desenvolvimento – Fernando Medina, no XVIII Governo Constitucional.

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