Francisca Guedes de Oliveira: "Algo substancialmente diferente"

Não é fácil fazer previsões ou sequer comentários ao cenário macroeconómico do último trimestre sem repetir, em larga medida, o que já tem sido.

Alguns dados novos, contudo, podem ajudar na tarefa.

Em julho tudo indicava que iríamos fechar o segundo trimestre com um crescimento do PIB de 4,9%. Em setembro confirmou-se que o segundo trimestre trazia efetivamente crescimento, mas que este teria ficado pelos 4,5%. 0,4 pontos é bastante num cenário em que se precisa de recuperação rápida. Este facto pode dificultar que se atinjam as ambiciosas metas propostas para o final de 2021 e até para 2022.

O Banco de Portugal prevê, neste momento, um crescimento de 4,8% para 2021 (que compara com 5% para a zona euro (ZE)), e 5,6% para 2022 (4,6% para a ZE). No caso de Portugal estas previsões são sobretudo suportadas por um crescimento do consumo privado, do consumo público e mesmo das exportações, acima da média europeia. As notícias menos boas são que o crescimento do investimento em Portugal fica quase dois pontos percentuais abaixo do da ZE, e que a recuperação portuguesa, mais lenta que a média dos seus congéneres, vem depois de uma quebra bem mais acentuada, em 2020 (-8,4% para Portugal vs. -6,5 para a ZE).

A taxa de desemprego parece manter-se contida, com 6,8% este ano e 7,1% no próximo.

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