Francisca Guedes de Oliveira: "2022"
Este ano que agora arranca é um misto estranho de esperança e receio. Será este o ano em que finalmente vamos ultrapassar a pandemia? Em que o mundo vai voltar a ser aquilo que conhecíamos? O ano em que a política e a economia vão deixar de estar dominadas pela Covid ou, pelo contrário, o ano em que a vida em pandemia passa a ser “normal”?
O arranque, para já, tem sido um pouco assustador. Os contágios dispararam, embora, felizmente (e como consequência da vacinação), sem aumento de mortos ou de internamentos, mas trazendo novamente confinamento e limitação de atividade, persistindo numa significativa disrupção das nossas vidas.
Contudo, o que se conseguiu em 2020 e 2021, num cenário impensável que nos apanhou totalmente desprevenidos, foi, por todas as medidas, notável: o desenvolvimento em tempo recorde de vacinas, a vacinação em massa (infelizmente, quase só no hemisfério Norte), a mobilização de recursos financeiros, a capacidade de a Europa (depois de algum caos inicial) se conseguir organizar e responder, são vitórias inegáveis.
Mas, se por um lado, percebemos que temos capacidade de resposta e adaptação, que conseguimos gerir (umas vezes melhor e outras pior) e decidir no meio do inesperado, por outro, aprendemos da forma mais dura que a nossa capacidade de controlo e previsão é muito reduzida. Com as alterações climáticas, que são cada vez mais evidentes, os cientistas avisam que este tipo de situação súbita e imprevista (pandémica ou do próprio clima), pode vir a ser recorrente.
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