Filipe Santos: "Uma homenagem devida e a boa gestão da banca pública"
No dia 11 de abril, Portugal assistiu a uma bonita e merecida homenagem com a atribuição do nome de Emílio Rui Vilar ao auditório principal da Culturgest. Foi uma homenagem bonita por ter sido um reconhecimento consensual, atribuído em vida ao homenageado. Foi uma homenagem merecida por honrar um homem notável e o seu percurso, o qual cruza os mundos do serviço público, da gestão empresarial e da cultura, tendo estabelecido pontes e criado valor em todos estes domínios.
No serviço público destaca-se o papel de Rui Vilar como governante de pastas económicas em todos os governos do pós-25 de Abril, de 1974 a 1978, o seu cargo, a partir de 1979, de vice-governador do Banco de Portugal e a sua nomeação para diretor-geral da Comissão das Comunidades Europeias, cargo que ocupou entre 1986 e 1989.
A carreira empresarial foi feita maioritariamente na área da banca, desde 1966 no Banco Português do Atlântico e no Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, tendo desempenhado funções de presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos entre 1989 e 1995, cargo ao qual aceitou regressar entre final de 2016 e 2021, sem qualquer remuneração, para apoiar o processo de recapitalização e reestruturação do maior banco português no rescaldo da crise financeira, processo esse finalizado com sucesso em 2021.
Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do Jornal de Negócios de 19 de abril de 2022.
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