Filipe Santos: "E se 2023 vier a ser um ano excelente para a economia?"

Neste arranque de ano, a esmagadora maioria dos analistas económicos prevê uma recessão ou um crescimento anémico em 2023 nas economias desenvolvidas, e um crescimento da economia global abaixo de 2%, o mais baixo em 30 anos, com exceção das crises de 2009 e 2020. O impacto dos preços de energia na produção industrial, a redução de consumo privado pela perda de poder de compra, as taxas de juro mais elevadas a reduzirem o investimento, e a incerteza geopolítica, tudo aponta para um ano económico difícil. Os índices de confiança económica estão historicamente baixo e os anúncios de despedimentos nas grandes empresas tecnológicas sucedem-se.

E, no entanto, as bolsas europeias, e a portuguesa em particular, tiveram um arranque do ano fulgurante. Ou os mercados estão completamente errados ou os investidores preveem algo que os analistas e decisores económicos ainda não interiorizaram.

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