Filipe Santos: "A discussão necessária sobre a economia portuguesa"
A conjuntura pandémica atual, que exibe um novo pico de infeções no final do mês de dezembro, mais as pressões inflacionistas que se sentem na economia global são fontes importantes de preocupação e provavelmente serão tema de discussão na campanha para as eleições antecipadas que se aproximam. No entanto, seria uma oportunidade perdida se as discussões que têm de ser feitas se percam na conjuntura e não abordem os problemas mais estruturais da economia portuguesa.
Dados divulgados pelo FMI indicam que Portugal caiu 10 lugares no ranking mundial do PIB per capital – da 35.ª posição no ano 2000 para o 45.ª em 2011, posição que não conseguiu melhorar na década seguinte até 2021 e não se prevê que melhore até 2026. Para se ter noção do grau de estagnação da economia portuguesa, ela cresceu menos de 1% ao ano entre 2001 e 2020, comparando com mais de 3% nos 20 anos anteriores, sendo este um dos crescimentos mais fracos do mundo. E, neste período, a dívida pública em % do PIB aumentou de 55% para mais de 130%. Isto apesar de o país ter recebido nestes 20 anos um saldo de mais de 50 mil milhões de euros de fundos europeus, equivalente a 5.000 euros por cada cidadão português.
Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do Jornal de Negócios de 28 de dezembro de 2021.
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