Filipa Urbano Calvão: A professora de Montenegro

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Com mestrado (1997) e doutoramento (2009) pela Faculdade de Direito de Coimbra, especialização em Ciências Jurídico-Políticas, foi na Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto, a cidade onde cresceu e vive, que obteve a licenciatura, fazendo parte de um curso, o de 93, considerado brilhante. "Deu vários professores à Católica", lembra o professor universitário Azeredo Lopes. Da ex-aluna releva "o pensamento estruturado e a consistência". E uma característica essencial num jurista: "fiabilidade". Professora de Montenegro Filipa Urbano Calvão obteve a segunda melhor média do curso. "Uma aluna de mérito, que não se enclausurou no Porto, como tantas vezes acontece com os nossos juristas", diz Tomás Cantista, colega de curso.

Apenas António Frada suplantou a média de Urbano Calvão. O advogado recorda uma jovem "muito descontraída, ótima aluna, mas com tempo para fazer outras coisas. Tempo também para se divertir, desde logo na Queima das Fitas. A Filipa não era marrona".

O amigo refere "uma vertente também muito importante" - a docência. "A Filipa é uma ótima professora; foi sempre, desde muito jovem. Tem imensa empatia com os alunos.".

Convidada pela Católica para lecionar mal terminou o curso, estreou-se partilhando uma cadeira com Paulo Rangel, dois anos mais velho. "Uma cadeira do 5º ano que, por acaso, tinha como aluno Luís Montenegro", recorda António Frada, também ele, à época, professor do primeiro-ministro.

Nota: Este conteúdo é exclusivo dos assinantes do Diário de Notícias de 03 de outubro de 2024.