Fernando Ilharco: “O último inimigo”

O ritmo do mundo não tem dono, nem amigos nem memória. A lei de ferro da vida é crescer e fortalecer. E todos vamos mudando de lado. Um dia a memória fraqueja, noutro dia o corpo cansa-se mais, noutro dia ainda o raciocínio não chega lá. São alturas para mudar, de ajustar o esforço, alimentar outros interesses, procurar novos desafios, e continuar a aprender.

Todos os homens caminham contra a morte. A finitude do tempo é o terreno do significado. Os jovens não têm uma ideia precisa desta condição. Ser feliz aos 20 anos talvez seja o que mais se aproxima da imortalidade. Tudo é possível, como se diz, mas nos caminhos do mundo, entre escolhas e acasos, o tempo vai passando e as pessoas vão mudando, por mais que resistam e lutem.

Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do Jornal de Negócios de 29 de dezembro de 2022.