Fernando Ilharco: "O desafio das empresas é entender a mudança"
Uma conjugação inédita de forças sociais, económicas, políticas, tecnológicas, demográficas, sanitárias, etc, deverá fazer dos próximos anos um tempo de mudanças disruptivas e de alterações desafiantes, algumas seguramente imprevisíveis. O mundo mudou sempre, é um facto.
A mudança, dizia Heraclito, há 2500 anos, é a natureza das coisas, é o que a realidade é. Mas a internetização/smartphonização da sociedade mundial protagoniza um impacto societal talvez só comparável à invenção da tipografia, no quadro da invenção revolucionária do alfabeto fonético.
Por um lado, umprimeiro nível de internetizaçâo das actividades humanas, profissionais e de lazer, está largamente concretizado por todo o mundo, embora vá continuar a acentuar-se nos próximos anos. Por outro lado, tecnologias emergentes, com desempenhos crescentes e que começam a ser adoptadas em maiores escalas, são cada vez mais visíveis.
Uma rande parte das profissões e dos negócios actuais não deverá ser imune, em graus diversos que podem ir da simples erradicação da organização a transformações importantes de eficiência, ao impacto crescente da inteligência artificial, do big data e da aprendizagem máquina, ao cloud computing e à tecnologia 5G das comunicações móveis, bem como à tecnologia blockchain e à DeFI.
A este cenário tecnológico-profissional-empresarial acresce um quadro geo-politico novo. A Ásia não é mais um actor emergente no poder global, mas a região de maior poder mundial nos planos demográfico, económico e tecnológico. Junte-se a este cenário o fim da pandemia da covid-19, que este ano começará a chegar ao mundo mais desenvolvido, mas que em 2022 e 2023, em princípio, terá chegado a todo o mundo.
Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do Jornal de Negócios de 04 de junho de 2021.
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