Fernando Ilharco: "O dataísmo e o futuro do poder"

Se a Rússia perder a guerra na Ucrânia, se a ganhar, ou senão acontecer uma coisa nem outra, o mundo muda. A maior parte das pessoas acreditava que a guerra seria rápida, tal a desproporção de poderio militar de um e outro. Mas, como noutras guerras, as surpresas aconteceram. Além da resistência dos ucranianos, da liderança de Zelensky e da relevância da formação dos militares e combatentes da Ucrânia, um outro aspecto parece estar a ser decisivo. A China tem estado muito calada. O que pode ter a ver com o que de facto se passa no terreno.

Além de as forças ucranianas estarem a receber em contínuo equipamento militar mais avançado do que o das tropas russas, toda a estratégia militar e operacional ucraniana deverá estar baseada num caudal de dados, informação, comunicação e de algoritmos muito superior àquele em que se baseiam as forças russas.

Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa do Jornal de Negócios de 26 de maio de 2022.