Fernando Ilharco: "Não ter azar"

A ideia de que o sucesso é resultado do talento inato ou da sorte é uma ideia feita, errada na maioria dos casos, mas com consequências nefastas. Se o sucesso dependesse da sorte oudo inato, então não valeria a pena o esforço, nem aprender, nem trabalhar com rigor. Trata-se de uma crença que leva ao desânimo,à procrastinação e à desresponsabilização. “Isso é O Ronaldo, que nasceu para o futebol..”, “O Manuel teve foi uma grande sorte...”, etc.

Por outro lado, qualquer pessoa, precisando ou querendo, é capaz de melhorar. Melhorar, evidentemente, dependedo que se faz, não apenas do que se pensa ou do que se é. E O que faz a diferença, confirmado e reconfirmado nas últimas décadas, é a melhoria contínua. O que diferencia os melhores dos razoáveis não é o talento inato ou a sorte, mas o que fazem. Não se trata apenas de trabalhar muito, mas de trabalhar sobretudo melhor.

Nota: Pode ler este conteúdo na íntegra na edição impressa do jornal de Negócios de 30 de janeiro de 2025.