Fernando Ilharco: "Mudar é fácil e é difícil"
O problema do darwinismo é exigir muito tempo, muitas gerações, para as coisas terem sentido. Mas como neste mundo as pessoas só vivem uma vez, a mudança, organizacional ou pessoal, deve ser hoje, partindo de onde se está, com disponibilidade para aprender, experimentar e aproveitar oportunidades.
Mudar é fácil, muda-se constantemente. Mudar para melhor, mudar conforme ao que se pretende, no entanto, é mais difícil. Os maiores obstáculos são a falta de competência, o adiamento, os hábitos, a desmobilização, a ausência de liderança.
Como dizia Vasco Santana sobre chapéus, mudanças há muitas - mudanças contextuais, mudanças organizacionais, mudanças pessoais; mudanças incrementais, mudanças radicais; mudanças para hoje, para amanhã e para depois, etc. Mas mudar, muda-se sempre. Tem sido essa a história da humanidade, a história destas últimas décadas. Há 2500 anos, Heraclito, o pensador grego, defendia que a mudança era a essência da realidade, que a estabilidade era apenas aparente.
O problema não é, por isso, mudar ou não mudar. O problema, o desafio de cada um de nós, das organizações e dos países, é mudar para melhor, é mudar conforme ao que se pretende. Para isso são necessárias duas condições: saber o que se quer, com pertinência e competência; e saber quando fazer o quê.
Biologicamente, estar vivo é uma história de sucesso e também por isso mudar não é fácil. O passado, o que fizemos bem ou mal, no fundo, resultou porque chegámos aqui. Daí que mudar, passar a fazer as coisas de maneira diferente, instintivamente, não seja fácil. Consciente ou subconscientemente, uma pessoa questiona-se: vai resultar? Serei capaz? Qual o esforço necessário? Será necessário? Corro demasiados riscos? Se não mudar, ficarei mesmo mal? Etc.
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