Fernando Ilharco: "Motivação pelos resultados"
A ideia de que fazer o que se gosta é uma espécie de garantia para o sucesso tem muito que se lhe diga.
Primeiro, na vida profissional, sobretudo no início da carreira, nem sempre é fácil saber o que se gosta mais de fazer. O gosto pelo que se faz pode ser algo que surja lentamente.
Depois, o gosto, em si mesmo, não leva a desempenhos de topo, como mostra a investigação sobre alta performance. O gosto leva a mais prática e a menos cansaço.
A prática, no entanto, se se cair no piloto automático, se não implicar esforço e riscos, não provoca melhorias e não melhora a performance. Antes pelo contrário, pode ajudar a que se fique um pouco pior à medida que os anos passam. Outra ideia errada sobre a paixão, sobre o gosto que temos por uma dada actividade, é de que essa paixão é fixa ou a temos, sempre a tivemos, ou não a temos, ou sempre gostámos de marketing, de investimentos, de biologia, de computadores, ou não. É uma ideia errada.
Ao longo da vida podem desenvolver-se muitos interesses. Variados podem ser os motivos para um novo interesse - uma nova experiência, ter testemunhado algo que nos inspira, ter apreendido algo de novo e querer prosseguir por novos desafios, etc.
Talvez um dos motivos, mais pragmáticos, que ajude a desenvolver a paixão pelo que uma pessoa faz, seja os resultados que obtém. Muitas vezes são referidas histórias de sucesso de pessoas que ti iliam grandes paixões desde jovens, e que seguiram essas paixões, implacavelmente, sugerindo que seria essa a razão para o êxito. Mas nem sempre foi assim.
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