Eva Dias de Oliveira: "O paradoxo da flexibilidade"
Uma amiga disse-me recentemente que está mais exausta, agora que trabalha a partir de casa, do que quando fazia diariamente duas horas de deslocações para o escritório. Isto, apesar de, agora, definir o seu próprio horário e ter eliminado as deslocações que a massacravam. O esperado equilíbrio entre a sua vida de trabalho e a vida pessoal não aconteceu.
O tempo de trabalho invadiu a vida familiar de uma forma ainda mais acentuada, o que agravou, afinal, o conflito. O relato da minha amiga não é único. Em todo o mundo, as organizações adotam regimes de trabalho flexíveis como solução para o conflito entre a vida de trabalho e a vida pessoal. Todavia, a experiência dos trabalhadores reflete um paradoxo: o que se ganha em flexibilidade perde-se na capacidade para tomar decisões claras sobre o trabalho e a vida pessoal.
Artigo completo disponível no Jornal Económico.
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