Ensinar para duvidar
A inteligência artificial reduziu, em poucos anos, o esforço que um aluno precisa de fazer para escrever um texto, resolver um problema ou sintetizar um argumento. Talvez seja este o momento certo para perguntar se a universidade continua a ensinar aquilo que hoje mais importa, ou se ainda ensina para um mundo que já não existe.
Há quase um século, José Ortega y Gasset fez um diagnóstico que permanece atual. A universidade, dizia, concentrou-se na especialização científica e profissional e esqueceu a formação cultural. Assim, produziu profissionais competentes, mas sem o quadro de referência mais amplo que lhes permitisse compreender o mundo em que iriam atuar, como profissionais e como cidadãos, tornando-se mais vulneráveis à superficialidade da opinião pública do seu tempo.
Artigo completo disponível no Jornal Económico
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