Duarte Silva: "Líderes em quadrados"
Fomos habituados a pensar de forma estruturada, com dogmas mais ou menos fixos, a enquadrar e a encaixar. Vemos as organizações e a nossa vida profissional em quadrados: aquela organização, aquele setor, o meu departamento, a minha função, a minha equipa, o meu estilo de liderança. Esta geometria mental oferece segurança, mas também funciona como um mecanismo subtil de controlo: delimitamos para garantir previsibilidade.
Nesta lógica, imaginamos a realidade como um conjunto de vértices e fronteiras que podemos expandir ou encolher conforme o tempo, a experiência ou a necessidade. No entanto, o mundo atual desafia profundamente este olhar. A inteligência artificial questiona o que entendemos por conhecimento; as mudanças organizacionais parecem permanentes; e a própria noção de estabilidade é hoje quase ilusória. Resistir a este fluxo não nos protege: apenas nos faz sentir mais para trás.
Artigo completo disponível na Renascença.
Categorias: Católica Lisbon School of Business & Economics