Duarte Afonso Silva: "A coragem de não ter a certeza"
Vivemos num tempo que nos estranha. Parece que quanto mais informação temos, mais inseguros nos sentimos. Quanto mais complexo se torna o mundo, mais procuramos respostas simples. E quanto maior é a ambiguidade à nossa volta, mais nos agarramos a crenças, ideias e identidades que nos parecem dar a sensação de chão firme.
É compreensível. É humano. E é também onde começamos a construir uma redoma à nossa volta e a fechar-nos.
O problema não reside na procura de segurança, mas em confundir segurança com certeza. A certeza fecha. A segurança genuína não vem de certezas que já não questionamos, mas de sabermos quem somos suficientemente bem para não precisarmos de as defender a qualquer custo.
Artigo completo disponível na Renascença.
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