Daniela Silva: "A creche e a abolição do homem"
Chamemos-lhes dogma na medida em que o debate é invariavelmente capturado por um conjunto de crenças dominantes que silenciam outras propostas de resposta às necessidades da sociedade. Visto que o espaço de debate passa a ser um terreno seco, a opinião pública deixa-se levar por algumas das seguintes crenças sem contraditório. Em primeiro lugar, acredita-se que a criança receberá sempre melhores estímulos sociais e cognitivos na creche e, consequentemente, os pais que adiam a integração dos filhos nesse ambiente, serão vistos socialmente como desleixados.
Em segundo lugar, impera a ideia de que o Estado é sempre melhor tutor do que a família, nomeadamente na transmissão de valores morais, pelo que caberá aos técnicos especializados moldar e vigiar o desenvolvimento das crianças, dar afectos e ocupar o espaço das primeiras memórias.
Artigo completo disponível no O Jornal Económico.
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