Daniela Nunes: "Putin vai ou não invadir NATO?"

Em Washington, Joe Biden tem enfrentado cisões e sentimentos heterógenos no que concerne à viabilidade da continuidade do apoio norte-americano ao esforço de guerra ucraniano. No Congresso, os republicanos mostram-se especialmente descrentes acerca desta viabilidade e estão a investir num posicionamento oposto àquele que tem sido o habitual e reiterado pela administração Biden. Para o Presidente americano, a necessidade de continuar a ajudar a Ucrânia é inequívoca e fundamental. Por um lado, porque defender a Ucrânia significa defender o “lado bom”, a liberdade, o direito à soberania dos Estados e à autodeterminação dos povos, a democracia e a luta contra o autoritarismo. Por outro lado, porque deixar de a defender significa oferecer um presente de Natal adiantado a Vladimir Putin.

Biden está altamente consciente da possibilidade de abertura de uma fissura fatal ao permitir que a Rússia leve a sua avante em território ucraniano: depois do Donbass, toda a Europa. O projeto putinista, não sejamos ingénuos, não se esgota na Ucrânia. 

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