Daniel Fernandes: "Expectativas 2021"
Um estudo recente dos investigadores Austan Goolsbee e Chad Syverson da Universidade de Chicago, acompanhou os telemóveis das pessoas nos estabelecimentos comerciais nos EUA (2.25M de telemóveis) para saber onde os consumidores estavam antes e durante a pandemia. Os resultados mostraram uma redução de 60% no tráfego de consumidores.
Os investigadores compararam então estados em que foi imposto o encerramento de alguns estabelecimentos. A redução foi quase a mesma entre os estados. A redução no tráfego foi registada mesmo antes do encerramento de estabelecimentos e esteve fortemente correlacionada com o número de mortes pelo coronavírus no município.
O estudo também mostrou que os consumidores realocaram as compras em estabelecimentos onde o contágio seria mais arriscado, como bares, restaurantes, e estabelecimentos maiores, para compras em supermercados e em estabelecimentos menores e com menos pessoas. Estes resultados mostram como as pessoas estiveram assustadas durante a pandemia.
Mesmo sem medidas restritivas, a maioria evitou saídas desnecessárias. Os consumidores estiveram atentos aos números de casos e evitaram compras quando o número aumentava, o que mostra a capacidade das pessoas em se entreajudarem para impedir uma tragédia ainda maior. Fomos capazes de nos unir para conter o avanço da pandemia. Isso é muito positivo e deixa-nos otimistas sobre a nossa capacidade como comunidade para enfrentar desafios futuros.
Para 2021, com o plano de vacinação, é provável que os consumidores voltem a comprar e aproveitar o que compram. A pausa no consumo normalmente eleva o nível de satisfação dos consumidores. Existe uma tendência das pessoas para se acostumarem com o consumo de certos produtos e procurar sempre mais prazer. A isso chamamos de esteira do hedonismo (hedonic treadmill).
Pode ler o artigo completo na edição impressa de Fevereiro de 2021 da Forbes.
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