Da Ucrânia para uma Universidade em Portugal
Diana Shevchuk, estudante do primeiro ano na Universidade Nacional Taras Shevchenko de Kiev, estava de férias, entre semestres, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, a 24 de fevereiro deste ano. Nas primeiras semanas de bombardeamentos, ficou em casa com a família na cidade de Uman, 200 quilómetros a sul da capital do país, mas aos poucos foi-se dando conta de que a guerra não iria acabar tão depressa. “Percebi que tinha de fugir. Como os meus avós vivem no Algarve há mais de 20 anos, a solução mais fácil seria vir ter com eles”, recorda a ucraniana de 17 anos, contando que a mãe a acompanhou na viagem até Lviv, cidade próxima da fronteira com a Polónia, mas que depois teve de ficar no país por ser oficial militar.
No início de abril, pouco depois de ter chegado a Portugal, Diana retomou os estudos à distância, cumprindo as tarefas letivas e as avaliações da licenciatura em Economia em que estava inscrita na Ucrânia. “Como a situação estava cada vez mais instável no meu país, o meu tio incentivou-me a fazer os meus estudos aqui. Foi assim que encontrei a Universidade do Algarve, onde fui muito bem recebida”, relata a jovem
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A Universidade Católica, por sua vez, acaba de lançar um programa especial de bolsas para refugiados, propondo-se a abrir 24 vagas para 17 cursos de licenciatura em Lisboa, Braga, Porto e Viseu, com isenção de propinas. O programa destina-se a estudantes em situação de emergência humanitária com documentação concedida pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. As candidaturas para este programa decorrem de 22 de junho a 6 de julho e as entrevistas aos candidatos com documentação aprovada irão decorrer de 11 a 15 de julho.
Nota: Pode ler o artigo na íntegra na edição impressa da Revista Visão de 23 de junho de 2022.
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