Conceição Lucas: "Finanças sustentáveis, o passo em frente"
Agora que o Orçamento de Estado para 2022 se encontra aprovado, será que o Governo vai realizar uma emissão de dívida sustentável, ou seja, uma emissão que, segundo determinadas regras bem claras, enquadradas em standards científicos de referência (e.g. taxonomia europeia) e divulgadas publicamente, possa prosseguir com os objetivos de sustentabilidade, alinhados com os SDG (Sustainable Development Goals) das Nações Unidas ou com o Acordo de Paris, permitindo criar uma curva de rendimentos para a dívida sustentável portuguesa e assim projetar o mercado de capitais sustentável?
Se não o fizer, não será certamente por falta de instrumentos financeiros específicos para este tipo de dívida, pois o leque de opções tem vindo a crescer: desde os famosos e tradicionais green bonds (obrigações verdes), podemos agora verificar uma intensificação de emissões de SDG bonds (obrigações SDG), um tipo de obrigações da grande classe das obrigações sustentáveis (sustainable bonds) que financiam projetos tanto no quadro social, como ambiental e climático.
Artigo completo disponível no Observador.
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