Com margem e consensos, Governo parte "tranquilo" para negociações do OE

Com margem e consensos, Governo parte “tranquilo” para negociações do OE Executivo de Luís Montenegro acredita que as negociações orçamentais deste ano vão ser “mais fáceis” do que no ano passado. Vitória eleitoral (mesmo sem maioria), contas públicas positivas e entendimentos com partidos em algumas medidas dão capacidade negocial reforçada ao Governo.

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Além da questão política, André Azevedo Alves, professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, chama a atenção também para as contas públicas. “o Governo está a jogar com o desejo de estabilidade que saiu das últimas eleições. Mas, por outro, há uma consolidação das fínanças públicas e validação externa que são positivos. Conjugando esses dois fatores, Luís Montenegro procura gerar a perceção de que não há razões para quie este orçamento seja particularmente problemático”, argumenta.

O professor da Católica nota que, dada a reconfiguração do Parlamento, o Chega e o PS são os partidos aos quais o Governo terá de dar mais atenção nestas negociações , por serem os únicos com os quais pode formar maiorias, mas há sinais de que “poderá não eleger um parceiro preferencial”. Ainda assim, entende que os resultados eleitorais de maio dão ao PS “menos margem de manobra do que ao Chega”, embora ambos beneficiem politicamente com a aprovação ou viabilização do OE2026.

Nota: Pode ler este conteúdo na íntegra na edição impressa do Jornal de Negócios de 2 de setembro de 2025.