Céline Abecassis-Moedas: "Estamos preparados para viver até aos 100 anos?"

Durante as férias tive a sorte de fazer duas coisas de que gosto muito: falar com amigos e ler livros na praia. Umas das minhas amigas inglesas, hoje com 61 anos, e que está a frequentar um programa de liderança em Harvard, contou-me que estava a ponderar mudar-se para Lisboa com o marido para preparar o que ela chama o terceiro capítulo da vida. E na praia, li o último livro do Andrew Scott e da Lynda Gratton, The New Long Life que analisa o impacto dos avanços tecnológicos e a longevidade na vida das pessoas, das empresas e das universidades. Após a leitura e a conversa com a minha amiga, dei comigo a refletir sobre o meu próprio futuro e o do mundo do trabalho e do ensino.

Primeiro, cheguei à conclusão de que o modelo da geração dos meus pais, que tinha três etapas claras, estudo, trabalho e reforma, já não existe. Hoje as pessoas vão viver muito mais tempo e provavelmente vão trabalhar além dos 70 anos. Com o avanço tecnológico, a automatização e a robotização, o trabalho humano vai concentrar-se nas competências emocionais como empatia, ou cognitivas como a tomada de decisão. Nestas áreas as pessoas com mais de 65 anos têm a vantagem de ter muito mais experiência acumulada.

Artigo completo disponível no Observador.